A busca pelo que nos falta, ser feliz
Você já parou para pensar na incessante busca pela felicidade que permeia a vida de tantas pessoas? A felicidade é frequentemente idealizada como um estado constante, algo tangível e ao alcance das mãos. Atingir essa felicidade se torna, para muitos, uma busca contínua e prioritária. No entanto, será que a felicidade reside em um destino a ser alcançado, em um instante fugaz a ser vivido, ou em uma condição mais profunda e duradoura?
Filósofos clássicos como Platão e, de maneira mais enfática, Aristóteles nos convidam a distinguir a satisfação da verdadeira felicidade. A satisfação se manifesta no contentamento com quem somos, com a vida que construímos e com os laços que cultivamos. É um estado de contentamento com a realidade presente.
Aristóteles, em sua concepção de eudaimonia, nos apresenta uma visão da felicidade não como uma plenitude ininterrupta, mas sim como uma jornada com momentos mais constantes de bem-estar. Nessa jornada, inevitavelmente, enfrentamos contratempos, tristezas, dores e até tormentos. Contudo, essas experiências não nos impedem de nutrir uma satisfação fundamental com a vida que levamos.
A crença ilusória em uma felicidade eterna
Em contraste, a visão contemporânea muitas vezes propaga a felicidade como um estado perpétuo, um bem ou produto a ser adquirido e consumido, proporcionando alegria momentânea através da posse ou da vivência de algo específico. Há também quem acredite na possibilidade de conquistar uma felicidade eterna, uma companheira constante que jamais se afastará.
Contudo, a própria natureza da felicidade reside em sua transitoriedade. Mesmo nos momentos de intensa satisfação, no ápice do êxtase, a experiência nos indica que esse sentimento, por mais intenso que seja, é passageiro. Ao atingirmos o ponto máximo de prazer e contentamento, é inevitável que haja uma desaceleração dessa sensação, daquilo que muitos erroneamente identificam como felicidade plena e constante.
Portanto, a sabedoria reside em aprender a valorizar a constância de uma vida que nos traz satisfação. Talvez devêssemos diminuir a pressão de buscar incessantemente a felicidade em todos os momentos, pois é justamente a sua natureza efêmera que lhe confere um valor tão significativo. Se a felicidade fosse um estado permanente, certamente perderia a intensidade e o apreço que tanto desejamos.
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