O Dilema da Inteligência Artificial: Progresso e Medo do Desemprego
A ascensão da inteligência artificial (IA) suscita reações ambivalentes na sociedade. Por um lado, há o temor generalizado de que a IA possa levar à perda massiva de empregos, dada sua capacidade de otimizar operações e agilizar processos dentro das empresas. Essa preocupação não é infundada, pois o desenvolvimento de uma economia de mercado, como a nossa, está intrinsecamente ligado ao avanço tecnológico.
A Inevitabilidade do Progresso Tecnológico e o Legado Histórico
Tentar impedir o desenvolvimento tecnológico seria uma ilusão, comparável aos movimentos sociais do século XIX. Há duzentos anos, a crença de que a tecnologia deveria ser estagnada para preservar empregos já se mostrou inviável. A história demonstra que o progresso tecnológico é uma força motriz constante em sociedades com economias de mercado. Portanto, a tecnologia não apenas veio para ficar, mas continuará a evoluir em um ritmo crescente.
O Imperativo Humano: Ser Mais Humano na Era da IA
Diante dessa realidade, qual deve ser o papel do ser humano? A resposta reside em cultivar e aprimorar as qualidades que nos tornam unicamente humanos. Devemos ser capazes de interagir com a tecnologia, compreendendo sua importância e potencial, mas sempre nos posicionando como seres superiores a ela, capazes de dominá-la para que sirva aos nossos propósitos, e não o contrário.
O Risco da Extensão Tecnológica e a Perda da Essência Humana
Atualmente, existe o risco de educarmos as pessoas para se tornarem meras extensões de instrumentos e ferramentas tecnológicas. Essa abordagem nos transforma, como no antigo discurso, em simples apêndices da máquina. Contudo, é fundamental lembrar que o ser humano é o criador das máquinas, mas também possui a capacidade intrínseca de construir dentro de si, em sua inteligência, algo que as máquinas jamais alcançarão.
Sentimento, Sensibilidade e o Sentido da Existência: Atributos Exclusivos do Ser Humano
A essência humana reside no sentimento, na sensibilidade e na capacidade única de construir, através do próprio ser, um sentido para a existência. Acredita-se que as máquinas jamais possuirão essa capacidade intrínseca. Essa é a grande potencialidade humana de existir e de ser no mundo para si mesmo. As máquinas são produto da nossa criação e nunca se tornarão as senhoras absolutas do nosso mundo.
O Ser Humano como Agente de Significado
Essa inversão de papéis seria desprovida de sentido. Somos nós, os seres humanos, que conferimos significado às coisas. A tecnologia é uma ferramenta poderosa, mas desprovida de propósito intrínseco.
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